O número de tendas num protesto por habitação no Porto aumentou rapidamente depois da meia-noite, com 14 montadas na Praça D. João I em poucos minutos, segundo um relato feito a partir da praça. O movimento de protesto tinha decidido, numa assembleia popular, retomar o acampamento naquela noite.

Um grupo de manifestantes chegou pouco depois da meia-noite com tendas, sacos-cama e mantimentos, e começou rapidamente a montá-los. A multidão aumentou ligeiramente com a sua chegada, embora continuasse a contar apenas algumas dezenas de pessoas. Algumas tendas ainda estavam vazias quando o relato foi feito.

A polícia não estava destacada na praça naquele momento. Uma viatura policial tinha saído várias horas antes, e os agentes passavam pelo local com menos frequência do que nas noites anteriores, segundo o relato.

O movimento também saudou a disponibilidade do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, para realizar uma reunião pública, mas afirmou que ainda não estavam reunidas as condições para que tal reunião acontecesse. Os ativistas apresentaram quatro exigências, incluindo rendas apoiadas em todas as habitações municipais, alterações às regras de elegibilidade para a habitação social, medidas para colocar no mercado mais de 20 000 imóveis devolutos identificados e a proibição de novas licenças de alojamento de curta duração em imóveis residenciais, juntamente com o cancelamento das licenças existentes.

Fontes: Observador.