O período pré-eleitoral na Espanha está sendo moldado por ataques políticos, e não por argumentos claros para conquistar a confiança dos eleitores, segundo um artigo de opinião intitulado “A política como vitrine”. O texto diz que os políticos passam por temas como habitação, custo de vida, pensões, corrupção e segurança ferroviária, conforme as necessidades da esquerda ou da direita.
O artigo argumenta que esse estilo confrontacional corre o risco de se espalhar pela sociedade, dificultando que as pessoas escutem, debatam e cheguem a acordos. Afirma que o debate político deveria abrir espaço para o diálogo e a cooperação, observando que a discussão política na Catalunha, no País Basco e na Galícia é mais plural e complexa.
O texto também aponta tensões políticas e sociais em outras partes da Europa, incluindo França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Polônia. Alerta que as dificuldades da Europa não devem ser tratadas como motivo de tranquilidade e argumenta que a União Europeia precisa fortalecer suas instituições e políticas sociais, além de melhorar sua competitividade.
Sobre a campanha eleitoral espanhola, o artigo diz que a disputa entre Pedro Sánchez e Alberto Núñez Feijóo será impulsionada por questões que surgirem ao longo do caminho. Descreve o desastre ferroviário de Urda como um ponto de virada e afirma que as explicações do governo não convenceram um público chocado. O artigo declara que o ministro dos Transportes, Óscar Puente, renunciou.
O autor diz que a Espanha também precisará definir suas posições sobre a defesa europeia, a guerra na Ucrânia, as relações com Vladimir Putin, a imigração e as fronteiras externas da UE. O texto pede ainda clareza sobre os compromissos do governo com Marrocos, afirmando que a mudança de política em relação a Rabat não foi submetida ao Congresso e que as informações disponíveis ao público não foram verificadas.
O artigo conclui que o próximo governo da Espanha deveria participar do grupo central que define as decisões estratégicas na Europa. Argumenta que, apesar de sua fragilidade, a Europa pode ajudar a proteger a Espanha e enfrentar seus desafios internos.
Fontes: La Vanguardia.