Os Democratas devem recuperar o controle tanto do Senado quanto da Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato de 2026, de acordo com projeções da Associated Press e da Reuters. A mudança dá ao partido o controle do Congresso quando o presidente Donald Trump entra nos dois últimos anos de seu mandato.

Com as duas câmaras nas mãos dos democratas, o partido poderá liderar comissões do Congresso, conduzir investigações e dificultar a aprovação de algumas das prioridades legislativas de Trump. O presidente, no entanto, mantém seu poder de veto.

Trump atribuiu as derrotas republicanas a candidatos que, segundo ele, não conseguiram energizar o movimento MAGA, e rejeitou a responsabilidade pessoal, dizendo que não estava na cédula eleitoral. Ele também criticou a Fox News, acusando a emissora de contribuir para as derrotas e contestando suas pesquisas durante uma entrevista ao vivo.

Os resultados incluíram uma série de mudanças estaduais importantes. No Texas, a democrata Gina Hinojosa deveria derrotar o governador republicano Greg Abbott, enquanto a democrata de Ohio Amy Acton deveria se tornar a primeira mulher eleita governadora do estado. No Maine, o democrata Troy Jackson deveria derrotar a senadora republicana Susan Collins.

Os Republicanos mantiveram posições no Tennessee e na Dakota do Norte e na Dakota do Sul. Na Flórida, o republicano Byron Donalds derrotou por margem estreita o democrata David Jolly, apesar das vitórias democratas nos condados de Miami e Orange, segundo a reportagem. Na Califórnia, o democrata Xavier Becerra deveria se tornar o primeiro governador hispano-americano do estado em mais de 150 anos. As projeções também mostraram a democrata Deb Haaland mantendo o governo do Novo México e o senador Ben Ray Luján sendo reeleito.

Fontes: La Vanguardia.