Os eleitores dos EUA vão às urnas na terça-feira para eleger membros do Congresso nas eleições de meio de mandato, que podem desafiar a agenda política do presidente Donald Trump. Os resultados determinarão o controle da Câmara dos Representantes e de parte do Senado na segunda metade de seu mandato, iniciado em janeiro de 2025.

Todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa, assim como 35 das 100 cadeiras do Senado. Os eleitores também escolherão 36 governadores, legisladores estaduais e outros funcionários públicos.

Se os republicanos mantiverem a maioria nas duas casas, estarão em melhor posição para avançar as prioridades legislativas de Trump. Uma vitória dos democratas poderia dificultar a aprovação desses planos e abrir espaço para investigações sobre o governo.

A eleição também ocorre após um resultado dividido para Trump nas eleições de meio de mandato de 2018. Os republicanos ampliaram sua maioria no Senado de 51 para 53 cadeiras, enquanto os democratas e dois independentes alinhados a eles ficaram com as outras 47. Na Câmara, os republicanos perderam 42 cadeiras e a maioria, encerrando a eleição com 199 cadeiras, contra 235 dos democratas.

Pesquisas citadas no relatório apontam desafios para os republicanos, incluindo a preocupação dos eleitores com os preços dos combustíveis e dos alimentos e com a guerra no Irã. Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac publicada em 10 de setembro constatou que 49% dos eleitores queriam que os democratas controlassem a Câmara, em comparação com 38% que preferiam o controle republicano; 13% não manifestaram preferência.

A participação também pode afetar o resultado, já que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos. Em uma pesquisa da Reuters/Ipsos, 46% dos democratas disseram estar muito entusiasmados para votar em novembro, em comparação com 31% dos republicanos.

Uma pesquisa separada da Reuters/Ipsos, publicada na segunda-feira, apontou a aprovação de Trump em cerca de 32%, sem alteração em relação à semana anterior e pouco acima da mínima de 31% registrada duas semanas antes. Entre os eleitores independentes registrados, cerca de metade disse que seu voto para o Congresso seria uma forma de se opor a Trump; 13% disseram que votariam a favor dele, enquanto 33% afirmaram que ele não seria um fator decisivo.

Na pergunta genérica sobre a eleição para o Congresso, 46% dos eleitores registrados disseram que votariam nos democratas e 38%, nos republicanos. A vantagem de oito pontos dos democratas foi menor do que a margem de 11 pontos registrada na semana anterior. A pesquisa nacional entrevistou 1.765 adultos dos EUA pela internet e teve margem de erro de dois pontos percentuais.

Fontes: CNN Brasil.