Forças dos EUA realizaram ataques limitados à ilha iraniana de Qeshm na segunda-feira, 2 de novembro, disseram três autoridades americanas à CNN. Elas descreveram a operação como defensiva e afirmaram que seu objetivo era proteger ativos dos EUA na região. Uma autoridade disse que os ataques ocorreram depois de forças iranianas dispararem contra uma aeronave norte-americana, enquanto outra afirmou que o Irã havia usado mísseis terra-ar contra ativos dos EUA.

A ação não pareceu ser o tipo de operação de combate em grande escala que autoridades dos EUA vinham considerando. O Wall Street Journal, que noticiou os ataques primeiro, afirmou que operações semelhantes já haviam sido realizadas em segredo. Uma fonte familiarizada com o assunto disse à CNN que o governo manteve deliberadamente em sigilo a ação mais recente para evitar exagerar sua importância.

Os ataques ocorreram enquanto o presidente Donald Trump dizia que a diplomacia com Teerã continuava sendo possível, escrevendo nas redes sociais que um acordo “poderia acontecer”. Em uma entrevista à Fox News na noite de segunda-feira, Trump não abordou diretamente as notícias sobre os novos ataques. Ele disse que não havia combates recentes e argumentou que um conflito mais amplo poderia ocorrer se o Irã não chegasse a um acordo.

O vice-presidente JD Vance também disse na segunda-feira que os EUA e o Irã haviam feito “algum progresso” para pôr fim ao conflito. Ele afirmou que o presidente mantinha opções militares e não militares, e que os dois haviam conversado sobre a guerra e estavam “bastante otimistas” quanto a um possível acordo.

Qeshm fica a cerca de 22,5 quilômetros da cidade portuária iraniana de Bandar Abbas e é importante para a capacidade do Irã de controlar o tráfego pelo Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passavam pelo estreito todos os dias. Os EUA também haviam realizado operações contra a ilha no início do conflito.

Fontes: CNN Brasil.