A Fazenda Nacional do Brasil revelou na terça-feira que um aumento real de R$ 1 no salário mínimo gerará um impacto fiscal líquido de R$ 405 milhões para o governo central em 2027. Esses números estão detalhados na oitava edição do Relatório de Risco Fiscal da União (RRFU). O custo líquido é calculado a partir de um aumento bruto nos gastos públicos de R$ 413,2 milhões, parcialmente compensado por uma arrecadação adicional de R$ 8,2 milhões em receitas previdenciárias.

De acordo com o relatório, elevar o salário mínimo em R$ 1 acima da taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desencadeia um acréscimo de R$ 308,4 milhões nos benefícios previdenciários. Além disso, esse ajuste adiciona R$ 74 milhões às despesas do Benefício de Prestação Continuada (BPC), aumenta os custos do programa de abono salarial em R$ 20 milhões e eleva os gastos com seguro-desemprego em R$ 10,2 milhões.

A Fazenda também destacou a sensibilidade fiscal às variações da inflação. Uma flutuação de apenas 0,1 ponto percentual no INPC aumentaria as despesas do governo central em R$ 1,35 bilhão, enquanto impulsionaria a receita previdenciária em apenas R$ 13,3 milhões. Isso resulta em uma redução líquida de R$ 1,34 bilhão no resultado fiscal do governo. Especificamente, um aumento de 0,1 ponto no índice custa R$ 1,12 bilhão em benefícios previdenciários, R$ 127,2 milhões em pagamentos do BPC, R$ 68,2 milhões em seguro-desemprego e R$ 33,3 milhões em abonos salariais.

Fontes: CNN Brasil.