Um tribunal do Rio de Janeiro condenou Marco Aurélio Leonel da Silva a 56 anos e três meses de prisão pelo estupro de sua filha, Mayara Aline Braga. A pena deverá ser cumprida em regime fechado. O tribunal também determinou que ele pague a ela uma indenização equivalente a 60 salários mínimos e o manteve em prisão preventiva, citando um risco à ordem pública.

Braga disse ao g1 que os abusos começaram quando ela tinha 12 anos e duraram quase quatro anos. Segundo as acusações, os estupros ocorreram entre 2006 e 2009, e ela engravidou do pai. Ela também relatou abusos físicos e psicológicos e disse que ele tentou obrigá-la a fazer um aborto.

O juiz Luis Gustavo Vasques, da VI Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da região da Leopoldina, afirmou que as provas de DNA foram fundamentais para o caso. O exame indicou que a probabilidade de haver um vínculo genético entre o réu e a filha de Braga era cerca de 281 mil vezes maior do que a probabilidade de a amostra pertencer a outra pessoa. O juiz também afirmou que o relato consistente de Braga era corroborado pelas demais provas.

Em juízo, o réu disse que usava drogas, negou as acusações e afirmou não se lembrar de ter feito sexo com a filha. Uma testemunha de defesa disse nunca ter percebido um comportamento incomum. A decisão pode ser contestada.

O caso de Braga foi acompanhado pelo Programa Empoderadas, que oferece às mulheres acesso a apoio jurídico e psicológico. A reportagem informou que o programa enfrentava suspensões de pagamentos desde meados do ano, deixando mais de 200 trabalhadoras e profissionais, incluindo Braga, com meses de salários atrasados. Desde então, Braga passou a trabalhar por conta própria e como freelancer.

Fontes: G1.