O Partido Comunista Português (PCP) acusou os partidos de direita de impedir o escrutínio parlamentar depois de não ter sido aprovado um debate urgente sobre a atuação policial em manifestações por habitação. O debate proposto exigiria o acordo unânime dos partidos parlamentares, pois alteraria o calendário das discussões detalhadas do Orçamento do Estado para 2027.
O CDS opôs-se à proposta. Os partidos de esquerda e o PAN apoiaram a marcação do debate, enquanto o PSD, o Chega e a Iniciativa Liberal não se pronunciaram em resposta a um pedido do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, afirmou que, na opinião do partido, o silêncio dos partidos equivalia a uma oposição. Defendeu que a Assembleia deveria poder analisar as ações do Governo e disse que a decisão de não aprovar o debate tinha significado político.
Santos também se referiu a uma decisão judicial que, segundo ela, reconheceu a legitimidade da manifestação e o direito ao protesto. A líder do PCP descreveu como ilegítimo e abusivo o uso da força policial pelo Governo em ações de defesa do direito à habitação.
Desafiou o PSD, o Chega, a Iniciativa Liberal e o CDS a explicarem por que não queriam dar respostas nem sujeitar-se ao escrutínio político. Santos também rejeitou as discussões do Orçamento como motivo para impedir o debate, afirmando que o calendário poderia ter sido ajustado sem perturbar as audições orçamentais em curso.
Fontes: Observador.