As preocupações com a água mudaram a rotina diária em Itapeva, no estado de São Paulo, onde os moradores vêm tomando precauções há pelo menos uma semana em meio a um surto de gastroenterite. A Sabesp começou a distribuir água em caminhões-pipa para alguns bairros, incluindo Santa Maria e Bonfiolli.

Testes do Instituto Adolfo Lutz, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, detectaram patógenos na água da cidade. A prefeitura afirma que quase 3.000 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas de uma doença viral. A Sabesp diz que ainda está investigando a possível contaminação e realizando novos testes.

Enquanto as autoridades avaliam a água, os moradores seguem as orientações de segurança e reservam água para beber e cozinhar. Bia Fernandes, que mora com seus dois filhos pequenos, guarda água potável em garrafas plásticas. Ela disse que sua família tem pouco espaço para armazená-la e às vezes precisa comprar água; quando necessário, eles a fervem.

Fernandes também descreveu a confusão em torno das instruções divulgadas pela prefeitura e pela Sabesp, dizendo que os moradores não sabiam qual orientação seguir. Outra moradora, Márcia Regina de Almeida, disse que membros de sua família adoeceram repetidas vezes e que ferver a água se tornou parte da rotina.

A prefeitura afirma que notificou formalmente a Sabesp e iniciou um plano para limpar os reservatórios municipais. A prefeita Adriana Duch Machado disse que o município está monitorando a resposta da empresa e que filtros adicionais foram instalados para melhorar o tratamento.

A Sabesp informou no sábado, 31 de outubro, que não havia detectado os microrganismos apontados nos testes do laboratório estadual, mas que a investigação e as novas análises continuavam. A empresa disse que intensificou o monitoramento de todo o sistema de abastecimento, ampliou a filtragem nas estações de tratamento e aumentou a renovação da água nas tubulações da cidade.

Fontes: G1.