Na segunda-feira, a Suprema Corte dos EUA rejeitou o pedido do governo Trump para obrigar a Califórnia a separar as cédulas de mais de 20 mil eleitores cuja cidadania o governo questionou antes das eleições de meio de mandato de 2026. A breve ordem da Corte, sem assinatura, não explicou a decisão nem informou se algum dos nove ministros discordou.

O pedido veio após uma decisão, na semana passada, de um tribunal federal em Los Angeles que rejeitou uma exigência do Departamento de Justiça para que autoridades eleitorais da Califórnia isolassem as cédulas. Na segunda-feira, o juiz federal James Boasberg, em Washington, proferiu decisão semelhante, afirmando que as listas do governo de eleitores potencialmente inelegíveis eram imprecisas. Ele proibiu o governo de pedir às autoridades californianas que separassem as cédulas, concluindo que tal exigência provavelmente violaria a Constituição.

O Departamento de Justiça recorreu da decisão de Los Angeles. Em sua petição à Suprema Corte, o governo afirmou que, em sua opinião, mais de 20 mil pessoas inscritas nos registros eleitorais da Califórnia provavelmente não eram cidadãs dos EUA e pediu aos ministros que determinassem que suas cédulas fossem mantidas separadas até que sua validade pudesse ser verificada.

Na sexta-feira, um juiz federal de San Francisco também havia determinado que os departamentos de Justiça e de Segurança Interna parassem de pressionar autoridades eleitorais, particularmente na Califórnia.

O artigo relata que o governo Trump anunciou recentemente processos e prisões envolvendo não cidadãos acusados de votar ou tentar votar. Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Departamento de Justiça afirmou ter apresentado 63 acusações desse tipo, elevando o total declarado para 195 nas nove semanas anteriores.

Fontes: Le Figaro.