O presidente Donald Trump apresentou uma crítica severa ao aspirante democrata ao Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, durante um comício de campanha em Iowa no domingo. Ao longo do evento, Trump referiu-se repetidamente ao progressista de Michigan como um "jihadista", direcionando seus comentários a uma corrida extremamente disputada que se espera desempenhar um papel decisivo na determinação do controle do Senado após as eleições de meio de mandato desta terça-feira.
O presidente atacou El-Sayed, um muçulmano praticante, usando o que foram descritos como termos francamente racistas. Trump sugeriu que, se El-Sayed fosse eleito, o Congresso exigiria um "detector de metais especial" para ele. Ele alertou ainda os eleitores, afirmando: "Se vocês votarem neste lunático jihadista que quer destruí-los, vocês estão loucos".
A corrida pelo Senado em Michigan atraiu recentemente significativa atenção nacional após desenvolvimentos envolvendo Haley Stevens, que perdeu para El-Sayed na primária de agosto. Stevens recusou-se a fazer campanha com El-Sayed depois que ele se negou a repudiar publicamente um anúncio político externo que vinculava o aumento dos preços ao apoio militar dos EUA à guerra de Israel em Gaza. Em resposta, El-Sayed disse a Stevens para ficar longe de um evento de campanha conjunto agendado para domingo. Stevens endossou posteriormente Mike Rogers, o oponente republicano de El-Sayed. Essa deserção de alto perfil atraiu condenação do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, que é judeu.
Em contraste com a reação de Schumer, Trump elogiou Stevens por se voltar contra El-Sayed e encorajou-a a ingressar no Partido Republicano. "Foi uma coisa incrível", disse Trump. "Eu adoraria que ela ingressasse no partido republicano. Acho que isso pode acontecer". Ele então louvou Rogers usando linguagem metafórica, descrevendo-o como "torta de maçã" e afirmando que o país precisa de figuras como ele, em vez de "comunistas ou jihadistas, a Irmandade Muçulmana".
Trump também observou que teve pouco tempo para assistir futebol no fim de semana devido à sua extensa agenda de viagens para comícios. Enfatizando seu papel ativo no ciclo eleitoral, disse à multidão: "Pensem que estou na cédula. Essencialmente, estou na cédula".
Fontes: The Guardian World.