Uma adolescente agredida por um professor da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) iniciou tratamento psicológico após o incidente, segundo Murilo Ferreira Alves, advogado da família. O ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira, 2 de novembro, em um condomínio no bairro Aclimação, em Uberlândia. Alves afirmou que a jovem sofreu trauma psicológico e confirmou que a família pretende tomar medidas legais contra o professor.

O advogado indicou que solicitarão que o agressor seja responsabilizado pelo custeio do acompanhamento terapêutico da vítima. "Vamos requerer preventivamente que o autor seja responsabilizado pelo custeio deste tratamento, deste acompanhamento terapêutico da vítima", disse Alves ao g1. A família planeja atuar em três frentes jurídicas distintas: uma denúncia criminal ao Ministério Público de Minas Gerais, um processo administrativo disciplinar solicitando a demissão do professor de seu cargo público e uma ação civil por danos morais e ressarcimento pelos cuidados psicológicos.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a agressão ocorreu durante uma discussão após o desaparecimento de um celular deixado pela adolescente para carregar em uma área comum do condomínio. O aparelho foi levado equivocadamente pela esposa do professor, que acreditava que pertencia a um convidado de um evento realizado pelo casal. Enquanto aguardava a devolução do telefone, a adolescente aproximou-se do professor para indagar sobre seu paradeiro. Durante a discussão subsequente, o professor supostamente socou dois outros jovens que acompanhavam a vítima antes de dar um tapa no rosto da adolescente.

A agressão fez com que a adolescente caísse, cortando o lábio superior e resultando em vermelhidão no nariz, além de dor relatada nas costas e na cabeça. Ela recebeu atendimento médico na Unidade de Atenção Integrada (UAI) no bairro Tibery. O professor foi preso em flagrante por lesão corporal e ameaças, mas foi solto após pagar fiança. A polícia observou que o educador apresentava sinais claros de embriaguez, incluindo fala arrastada, marcha instável e cheiro de álcool na respiração, e alegou não se lembrar dos fatos.

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) emitiu um comunicado condenando veementemente a agressão física contra a adolescente de 16 anos. Embora o incidente tenha ocorrido fora das dependências universitárias, a instituição considerou qualquer forma de violência inaceitável e comprometeu-se a tomar as medidas adequadas dentro de sua competência para investigar os fatos. A Faculdade de Odontologia também expressou preocupação, reafirmando seu compromisso no combate a todas as formas de violência e na defesa da dignidade humana. Até a publicação do relatório, o professor ainda não havia fornecido uma declaração formal sobre o incidente.

Fontes: G1.