O Projeto Onças do Iguaçu registrou 31 onças-pintadas em seu levantamento mais recente, realizado ao longo de três meses no Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil, incluindo 28 adultas e três filhotes. Os animais foram registrados em 46 dos 78 pontos de monitoramento do parque.

O censo de 2026 usou pontos de monitoramento com câmeras espalhados pelo parque. Chuvas fortes impediram o acesso a nove locais, enquanto a elevação do nível da água exigiu que as câmeras fossem transferidas em outros 23. Apesar dessas interrupções, o levantamento registrou mais de 150.000 ocorrências e identificou 26 espécies de mamíferos.

O censo registrou seis espécies de felinos, além de 19 outros mamíferos de pequeno, médio e grande porte, entre eles jaguatiricas, capivaras e tamanduás-bandeira e tamanduás-mirim. Entre as onças-pintadas, a fêmea Cacira teve o maior número de aparições, com 120 registros, enquanto o macho Kaluanã foi registrado 30 vezes.

O projeto também identificou duas onças-pintadas novas na área: Mbyja, cujo nome significa “estrela” em guarani, e um macho chamado Tembi. Outro acontecimento notável foi a travessia do rio Iguaçu por Machita, uma jovem onça-pintada que chegou pela primeira vez ao lado brasileiro.

De julho a setembro, o projeto atendeu a oito casos de predação nas proximidades do parque, após moradores encontrarem animais em áreas urbanas e contatarem as autoridades. As ocorrências vieram de seis municípios: Céu Azul, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Lindoneste, Matelândia e Medianeira. Elas envolveram cinco onças-pintadas, uma onça-parda e dois predadores que não foram identificados.

Fontes: CNN Brasil.