O Índice de Confiança Empresarial do Brasil caiu 0,3 ponto em outubro em relação a setembro, para 89,8, marcando seu quarto recuo mensal consecutivo, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Em comparação com outubro do ano passado, o índice recuou 0,6 ponto. Sua média móvel de três meses caiu 0,6 ponto, a segunda queda consecutiva.

O pesquisador do FGV Ibre Aloisio Campelo Jr. afirmou que a queda contínua apontava para o enfraquecimento da atividade empresarial no início do quarto trimestre, com destaque negativo para a indústria. As avaliações das condições atuais continuaram a se deteriorar, enquanto as expectativas para os próximos meses melhoraram. O Índice de Expectativas ficou acima do Índice da Situação Atual pela primeira vez desde setembro de 2024.

O Índice da Situação Atual dos Negócios caiu 1,1 ponto, para 89,6, ampliando para 4,5 pontos seu recuo nos últimos quatro meses. Dentro do índice, a satisfação com as condições atuais dos negócios caiu 1,2 ponto, para 87,8, e a medida da demanda atual recuou 1,0 ponto, para 91,4.

O Índice de Expectativas Empresariais avançou 0,6 ponto, para 90,2, encerrando três meses de quedas durante os quais havia perdido 1,5 ponto. As expectativas para a demanda nos próximos três meses permaneceram inalteradas, em 87,2. A medida das perspectivas empresariais para daqui a seis meses subiu 1,2 ponto, para 93,4.

A confiança aumentou em três dos quatro setores pesquisados. O varejo registrou o maior avanço, subindo 1,8 ponto, para 83,1. Os serviços avançaram 0,1 ponto, para 88,2, e a construção subiu 0,2 ponto, para 90,7. A indústria foi o único setor a recuar, com queda de 0,3 ponto, para 91,0.

A confiança aumentou em 24 dos 49 segmentos incluídos no índice, uma abrangência de altas maior do que no mês anterior. Os serviços apresentaram a maior abrangência, com aumento da confiança em 54% de seus segmentos. Os dados para a divulgação de outubro de 2026 foram coletados de 1º a 27 de outubro.

Fontes: CNN Brasil.