Haley Stevens, uma democrata de Michigan que perdeu por uma margem estreita as primárias para o Senado para Abdul El-Sayed, declarou seu apoio a Mike Rogers, o candidato republicano. A decisão tardia provocou forte condenação dos democratas, enquanto Donald Trump elogiou Stevens e a convidou a considerar a possibilidade de se filiar ao Partido Republicano.

Stevens anunciou seu apoio a Rogers após uma disputa com a campanha de El-Sayed por causa de um anúncio produzido por um grupo externo. O anúncio culpava o alto custo de vida pelo apoio dos Estados Unidos a Israel. Stevens havia dito que participaria de um evento de campanha se El-Sayed denunciasse o anúncio, mas sua campanha posteriormente retirou o convite feito a ela.

Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, chamou o apoio de “uma traição desprezível”. Ele disse que os democratas do Senado apoiaram El-Sayed porque acreditavam que ele defenderia os interesses econômicos das famílias trabalhadoras de Michigan, ao contrário de Rogers, a quem Schumer descreveu como uma ferramenta de Trump e de doadores bilionários.

Nancy Pelosi disse que Stevens havia “escolhido trair perigosamente a assistência médica, as liberdades e o futuro das famílias de Michigan” por meio do apoio. Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, disse que a vida dos eleitores da classe trabalhadora estava em jogo e acusou Stevens de apoiar o republicano que ela havia dito que queria combater.

Curtis Hertel, presidente do Partido Democrata de Michigan, disse que Stevens já não era membro do partido e não voltaria a ser. Em um vídeo compartilhado pelo jornalista de Detroit Sam Robinson, Hertel disse que o apoio parecia refletir ressentimento em relação às primárias, mas acrescentou que não via nenhuma explicação razoável para isso.

Debbie Dingell, deputada democrata de Michigan, disse que os eleitores estavam concentrados no custo de vida, na assistência médica e na habitação, e não no que ela descreveu como os esforços de Stevens para atrair atenção.

Alguns democratas e líderes judeus também criticaram o anúncio de El-Sayed. No entanto, os candidatos democratas ao Congresso Brad Lander e Daniel Bliss, ambos judeus, divulgaram um comunicado pedindo aos eleitores que apoiassem El-Sayed sem mencionar Stevens. Eles apresentaram a eleição como uma escolha entre responsabilidade, acessibilidade e um futuro democrático mais equitativo, de um lado, e um partido que acusaram de incitar o ódio e enfraquecer os esforços antidiscriminatórios, de outro.

Trump elogiou o apoio de Stevens no Truth Social e a chamou de uma “democrata muito respeitada”. Ao falar em um comício de campanha em Dubuque, Iowa, ele disse que gostaria que Stevens se filiasse ao Partido Republicano, descrevendo sua decisão como uma demonstração de lealdade aos eleitores de Michigan.

Fontes: The Guardian World.