Autoridades dos EUA disseram na terça-feira que testes avançados de DNA ligaram o serial killer Ted Bundy ao assassinato de Melissa Ann Smith, em 1974. O corpo dela foi encontrado por caçadores. Smith tinha 17 anos e estava no último ano do ensino médio quando desapareceu.

Os investigadores já suspeitavam que Bundy fosse o responsável. A promotora do condado de Summit, Margaret Olson, disse que as circunstâncias da morte de Smith eram compatíveis com o padrão, o motivo e os métodos de Bundy. As autoridades disseram que fortaleceram a investigação ao relacionar o caso de Smith ao de Laura Aime, outra vítima de Bundy cujo caso foi encerrado em Utah em abril.

O sargento Mike Reynolds disse que as evidências coletadas durante a autópsia de Smith continham um perfil genético altamente semelhante ao de Bundy. Ele disse que as investigações sobre crimes ligados a Bundy continuam e acrescentou que espera que cada caso solucionado ajude a diminuir o legado dele.

Uma nova tecnologia disponibilizada ao laboratório estadual de perícia criminal em 2023 consegue recuperar DNA de amostras pequenas, degradadas ou misturadas com material genético de várias pessoas. Autoridades disseram que a tecnologia está ajudando os investigadores a examinar evidências antigas. Em 2011, foi encontrado em um frasco sangue que se acredita ser de Bundy, coletado após sua prisão.

A xerife do condado de Salt Lake, Rosie Rivera, disse que o caso mostra por que as evidências devem ser preservadas e por que a ciência forense pode ser valiosa décadas depois. Ela também disse que as autoridades de Utah levam a sério a investigação de casos não solucionados, em vez de atribuí-los automaticamente a Bundy.

Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Summit, os parentes de Smith foram informados das conclusões, mas recusaram-se a comparecer a uma coletiva de imprensa ou a falar com repórteres. Os pais dela já morreram.

Fontes: Folha Mundo.