El perro andaluz, da TVE, dedicou uma edição especial na segunda-feira ao acidente de comboio em Urda, depois de o programa ter sido retirado da grelha na quinta-feira anterior, na sequência do acidente. A emissão começou com Pasión Vega a interpretar “Ay, amor”, acompanhada por 69 músicos de cordas, em homenagem às vítimas, às suas famílias e a todas as pessoas afetadas.

O apresentador Manu Sánchez fez, em seguida, um monólogo de 11 minutos sobre a responsabilidade pelo acidente. Defendeu que o erro humano deve ser previsto por um sistema concebido para dar prioridade à segurança e afirmou que a culpa não deve recair sobre um trabalhador individual.

Sem mencionar diretamente o ministro dos Transportes, Óscar Puente, Sánchez pediu uma explicação clara e responsabilização política ao mais alto nível. Descreveu a demissão como “um ato de honestidade e estatura” e disse que, se não houvesse uma demissão, o público merecia uma explicação que fosse além de dizer que as coisas tinham corrido mal.

Sánchez também criticou os partidos políticos por usarem a tragédia para atacar os adversários e defenderem o seu próprio lado. Lamentou o volume de ruído político em torno do acidente e a dificuldade de se observar um momento de luto coletivo.

Entre os convidados estavam a cientista política Miriam Jiménez Lastra e o apresentador da TVE Gonzalo Miró. Ao falar dos apelos à demissão de Puente, Miró questionou se substituir um ministro resolveria o problema, observando que Puente tinha, pelo menos, apresentado explicações e dizendo que não compreendia a urgência de uma mudança.

Segundo o relato, o programa ficou em terceiro lugar nas audiências, atrás de El hormiguero e Horizonte.

Fontes: El País Portada.