A Justiça do Pará ordenou, na manhã de domingo, que a Águas do Pará adote medidas emergenciais imediatas para restaurar o abastecimento de água e fornecer transparência sobre a falha no sistema que afeta Belém. A decisão da juíza Diana Cristina Ferreira da Cunha estabeleceu prazos respaldados por multas de até 250 mil reais.
O caso chegou à Justiça depois que o órgão jurídico da Prefeitura de Belém apresentou um pedido na noite de sábado. Moradores de cerca de 20 bairros haviam relatado falta de água durante o fim de semana. A disputa começou após uma manutenção que a concessionária inicialmente programou das 20h de sexta-feira às 5h de sábado em cinco bairros; o serviço deixou vários bairros de Belém sem abastecimento. A prefeitura argumentou que a demora e a falta de informações claras prejudicaram os moradores.
Segundo a decisão, a Águas do Pará deve, em duas horas, apresentar um relatório técnico detalhado por bairro e publicar nos canais oficiais a lista das áreas afetadas e dos pontos de distribuição de água, atualizando-a a cada seis horas. Em seis horas, deve garantir abastecimento emergencial por meio de caminhões-tanque, priorizando hospitais, centros de saúde, abrigos e pessoas acamadas. Em 12 horas, deve comprovar à Justiça as ações tomadas, detalhando rotas e o volume de água distribuído.
A Águas do Pará informou que ainda não havia sido notificada da decisão e que o abastecimento estava totalmente normalizado em todos os bairros afetados desde o fim da tarde de sábado. A empresa afirmou que a interrupção foi necessária para uma intervenção técnica de alta complexidade na rede de distribuição no bairro do Condor. Disse que o trabalho começou às 20h de sexta-feira e terminou às 17h de sábado, com 33 profissionais. Listou como normalizados Comércio, Campina, Cidade Velha, Reduto, Batista Campos, Jurunas, Umarizal, Nazaré, Guamá, Cremação, Condor, São Brás, Fátima, Terra Firme, Canudos e partes da Pedreira e do Marco. Durante a paralisação, manteve serviço emergencial de caminhões-tanque principalmente para serviços essenciais, lamentou o transtorno e disse que permanece em diálogo com a prefeitura e com a Arcon, agência reguladora estadual de serviços públicos.
Fontes: G1.