O trabalhador do centro de controlo da AdIF que ordenou a retoma da circulação do comboio AVE à velocidade normal invocou o seu direito de não depor perante a Polícia Judiciária. Esta decisão ocorre enquanto as autoridades investigam potenciais responsabilidades criminais relacionadas com o acidente, que resultou na morte de pelo menos 69 pessoas.
Paralelamente ao inquérito criminal, a Autoridade Administrativa Independente para a Investigação Técnica de Acidentes e Incidentes Ferroviários, Marítimos e da Aviação Civil (AITAT) está a conduzir a investigação técnica. Até quinta-feira, a AITAT ainda não tinha interrogado os maquinistas nem os gestores de circulação, pois foram considerados impróprios para serem ouvidos nesse momento.
Sindicatos, maquinistas e especialistas ferroviários sublinharam que não devem ser tiradas conclusões sobre o acidente de quarta-feira até se saber o que o controlador observou nos seus ecrãs ao emitir a ordem. Estes grupos também destacam preocupações relativas à fadiga profissional e à pressão enfrentada pelos controladores.
O Sindicato Federal do Setor Ferroviário da CGT (SFF-CGT) rejeitou publicamente apontar para o erro humano antes de os eventos serem totalmente esclarecidos. O sindicato apelou a uma análise da organização do trabalho, da formação, dos níveis de pessoal e das condições sob as quais é gerida a circulação dos comboios.
Fontes: La Vanguardia.