Abdul El-Sayed, candidato Democrata ao Senado por Michigan, pode se tornar o primeiro senador muçulmano da história dos EUA, caso as projeções das pesquisas se confirmem. O médico de 42 anos se tornou uma figura de destaque na campanha para as eleições de meio de mandato, chamando atenção nas redes sociais e fazendo campanha em sua reta final ao lado do ex-presidente Barack Obama.

Nascido perto de Detroit, filho de pais egípcios, El-Sayed pertence à ala progressista do Partido Democrata. Ele venceu as primárias do partido apesar da oposição de sua cúpula, que havia apoiado seu adversário. As pesquisas citadas na reportagem projetam que ele esteja à frente do candidato republicano Mike Rogers por uma margem de 3 a 7 pontos percentuais em Michigan, estado descrito como decisivo na disputa pelo Senado.

El-Sayed não fez da religião o foco de sua campanha, embora sua fé tenha sido frequentemente alvo de perguntas e ataques. Em um comício, ele se descreveu como “um candidato ao Senado que, por acaso, é muçulmano”. Em vez disso, enfatizou a saúde, defendendo cobertura universal financiada pelo governo e a eliminação das dívidas médicas.

Ele estudou biologia e ciência política antes de cursar medicina na Universidade Columbia e, mais tarde, obteve um doutorado em saúde pública na Universidade de Oxford. Depois, lecionou epidemiologia na Columbia e chefiou o departamento de saúde de Detroit. Ele mora em Detroit com a esposa, a psiquiatra Sarah Jukaku, e as duas filhas do casal.

El-Sayed disputou um cargo estadual pela primeira vez em 2018, quando concorreu às primárias democratas para governador de Michigan, mas perdeu. Agora, enfrenta Rogers, ex-integrante da Câmara dos Representantes dos EUA, na disputa por uma cadeira no Senado atualmente ocupada por um democrata.

Rogers tentou despertar preocupações entre eleitores negros e judeus, que estão divididos em relação às duras críticas de El-Sayed ao apoio dos EUA a Israel. Ele retratou seu adversário como alguém mais preocupado com Gaza do que com Michigan. Separadamente, as projeções citadas na reportagem indicam que os democratas podem retomar o controle da Câmara e possivelmente conquistar a maioria no Senado; atualmente, os republicanos controlam as duas casas.

Fontes: G1.