Kimi Antonelli garantiu seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 no Grande Prêmio do México, conquistando o título em sua segunda temporada com a Mercedes. No Autódromo Hermanos Rodríguez, o italiano precisava de apenas dois pontos para selar a coroa: um resultado entre os nove primeiros teria sido suficiente independentemente de George Russell e Lewis Hamilton, e até mesmo um 10º ou 11º lugar teria bastado se nenhum deles vencesse. Ele terminou em terceiro, o que foi mais do que suficiente. A temporada ainda tem etapas no Brasil, nos Estados Unidos, no Catar e em Abu Dhabi, mas o título de pilotos foi decidido no México.
Na classificação, Lewis Hamilton conquistou a pole position pela primeira vez em mais de três anos, quando ainda estava na Mercedes. George Russell ficou em segundo, Charles Leclerc em terceiro e Antonelli em quarto. A corrida também foi marcada pela estreia de Ryo Hirakawa pela Haas, depois que Esteban Ocon foi afastado após sérios desentendimentos com a equipe durante as duas sessões de treinos livres. Antonelli disse que estava mais tenso que o normal porque as pessoas ficavam lhe dizendo que o título já estava garantido, e que vinha tentando ignorar o barulho. Ele acrescentou que estava doente, com febre alta e problemas estomacais, e que não estava totalmente recuperado, dizendo que uma boa largada seria importante.
A largada na Cidade do México foi caótica. Hamilton e Leclerc se tocaram, com Hamilton levando a pior e caindo para terceiro, enquanto Leclerc assumiu a liderança e Max Verstappen se colocou entre eles. Antonelli permaneceu em quarto e Russell foi o principal perdedor da primeira volta, caindo para quinto após bater em Isack Hadjar. Leclerc recebeu uma penalidade de cinco segundos e Russell, uma de 10 segundos. Hamilton reclamou pelo rádio do tamanho da penalidade de Leclerc, lembrando algo que havia sido acordado em uma reunião com os dois pilotos da Ferrari. Leclerc cumpriu sua penalidade na volta 28 e voltou em sexto, enquanto Hamilton chegou brevemente à liderança antes de também parar e retornar atrás de seu companheiro de equipe.
Com seus principais rivais parando ao seu redor, incluindo Russell, que cumpriu sua penalidade e caiu para oitavo, Antonelli permaneceu na pista e assumiu a liderança, enquanto a Mercedes claramente buscava uma vantagem de posição na pista. O jovem piloto parou na volta 44 e caiu para quarto, mas com uma margem confortável sobre Lando Norris que lhe permitiu controlar a situação. Então a corrida mudou novamente: Valtteri Bottas saiu reto quando a suspensão de sua roda dianteira esquerda quebrou, não conseguiu sair do carro imediatamente e foi atendido pela equipe médica. O carro de segurança deu lugar a uma bandeira vermelha, e Bottas depois saiu do Cadillac por conta própria. A corrida foi interrompida por mais de 45 minutos para reparar as barreiras, e foi reiniciada com 24 voltas restantes, com Verstappen na pole, seguido por Leclerc, Antonelli e Hamilton.
Verstappen fez uma relargada competente e manteve a liderança, ajudado por um pequeno contato com Hamilton que arruinou a forte largada do britânico. Leclerc não manteve o terceiro lugar por muito tempo, perdendo a posição após uma investida de Antonelli. Um carro de segurança posterior foi acionado quando Arvid Lindblad abandonou após um acidente com Oscar Piastri, mas nada mudou na frente. Verstappen venceu o Grande Prêmio do México à frente de Hamilton, enquanto Antonelli completou o pódio em terceiro, à frente de Leclerc, o que foi suficiente para selar o campeonato mundial.
Aos 20 anos e 68 dias, Antonelli é o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, superando os 23 anos e 134 dias de Sebastian Vettel quando venceu com a Red Bull em 2010. Ele é o primeiro campeão italiano em 73 anos, desde Alberto Ascari em 1953, e o primeiro italiano a conquistar o título com uma equipe não italiana. Para a Mercedes, é o primeiro título de pilotos da equipe em cinco anos, encerrando uma sequência entre os quatro títulos de Max Verstappen e o campeonato de Lando Norris, e o 10º no total, atrás apenas da Ferrari com 15 e da McLaren com 13.
Fontes: Observador.